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O Pan de Guadalajara, o PC do B e o esporte brasileiro!

Posted by Rodrigo Santos on October 31, 2011
Esportes / 1 Comment

O Pan acabou.

No fim, a única discussão que ele conseguiu gerar foi sobre os direitos de transmissão, com a Record claramente querendo mais atacar a Globo do que aprender com os erros e melhorar para coberturas esportivas futuras.

E eu nem acho que a cobertura da Record foi pior ou melhor do que teria sido a da Globo. Como sempre, quem transmite quer engrandecer o produto, seja com apresentadores comemorando o primeiro ponto do primeiro set do vôlei como uma medalha de ouro, seja com comentaristas torcedores, que mais torcem do que comentam, principalmente quando amigos estão disputando as provas.

E aconteceu exatamente isso na Record, e acontece exatamente isso na Globo.

Agora, deixando a guerra das emissoras de lado, o Pan mostrou como o crescimento esportivo brasileiro é ZERO.

Na verdade tivemos um decréscimo de medalhas de ouro se comparado com o último Pan, no Rio. E se você acha que isso ocorreu porque no último éramos sede, talvez considere que esse é, então, o Pan com maior número de medalhas de ouro brasileiro, pois nunca ganhamos tantos ouros fora de casa.

Mas o que isso realmente demonstra? Nada!!!

O que conta é que mais uma vez ficamos atrás de Cuba, uma ilha com sérias dificuldades financeiras, mas que sempre, seja em Panamericanos ou Olimpíadas, está a frente do Brasil no quadro de medalhas.

Outro fator importante é que as medalhas sempre vem com os mesmos campeões. Cielo, Pereira, Hipólito, Maggi, vôlei, vela, judô, etc. O Brasil não tem política pública esportiva, nem como atividade lúdica, muito menos para o esporte de alto rendimento. E por isso não revelamos atletas olímpicos como revelamos jogadores de futebol.

Vale abrir aspas para o futebol no Pan. Diferente do que a Record quis demonstrar, o futebol masculino fez muito bem em não levar seleção melhor da que levou para o México. E não adianta dizer que a CBF só fez isso para ajudar sua parceira Globo, porque no Rio a seleção que disputou o Pan foi a Sub-20, com transmissão da Globo. E o feminino também não levou sua seleção principal, mas nesse caso por falta de apoio, pois Marta e Cristiane, duas das melhores jogadoras do munda, resolveram cumprir seus contratos a atender a seleção, no que também fizeram muito.

E não me venham com o papo de que as duas deveriam pensar primeiro no Brasil, porque o Brasil nunca pensou primeiro nelas, e se estão onde estão é por puro mérito individual.

Voltando as políticas públicas, o Brasil precisa acabar com a “máfia dos ministérios”. Não adianta cobrar resultado de um ministério que é dividido num bolo de cotas para partidos coligados, e que o utilizam para o reaparelhamento do próprio partido.

De nada adiantará a saída do ministro Orlando Silva, pois o ministério continua nas mãos de um partido que nos últimos 20 anos nada apresentou de útil para a sociedade.

O novo ministro, Aldo Rebelo, presidiu a CPI da CBF, quando então era oposição ao Governo FHC. Hoje na situação, recebeu doações para sua campanha do Itaú e de uma das empresas da AmBev, todas patrocinadoras da CBF.

O esporte brasileiro, nas mãos do PC do B e sem uma política de governo bem definida, ficará como terminou o Pan de Guadalajara, sem nenhum brilho!

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Tirem os gandulas da sala!

Posted by Rodrigo Santos on October 04, 2011
Esportes / No Comments

Os repórteres da ESPN viram, os da Globo flagraram (assistam aqui o vídeo, se quiser ir direto ao ponto, vá ao minuto 1:31).

Os jogadores do Flamengo posicionavam a bola ao lado do próprio gol nas cobranças de falta de Rogério Ceni, para que o goleiro Felipe pudesse fazer a reposição rapidamente.

Era só eles virarem as costas e pronto, um gandula ia lá e retirava a bola.

O juiz até chegou a expulsá-lo, mas apareceu outro no mesmo local, com a mesma atitude.

A posição oficial do São Paulo, de acordo com a assessoria de imprensa do clube, é a seguinte: “é uma orientação da comissão de arbitragem para que a bola fique na mão dos gandulas e não ao lado do gol. Todos os gandulas são funcionários do clube. Em outras situações, quando o clube julgou necessário, o quadro de gandulas foi trocado. Dessa vez, se a diretoria achar que teve algo errado, pode trocar mais uma vez.”

Paulo Schmitt, procurador do STJD, disse: “Certamente o gandula e o São Paulo devem ser denunciados. O clube mandante é o responsável pelo trabalho dos gandulas. Já tivemos casos desse tipo. Eles também estão submetidos ao Código.”

É claro que a ação é absurda, mas o STJD também não pode querer tornar o São Paulo o Judas da história, porque é evidente que isso não acontece só no Morumbi. A responsabilização neste caso só será realmente válida se a partir deste momento todos os outros mandantes forem fiscalizados por atos como este e outros semelhantes, afinal existem câmeras, e muitas, em todos os jogos.

Agora, por trás de tudo isso fica, pelo menos para mim, uma dúvida.

Qual será a posição oficial do ‘baluarte da honradez’ e ‘bastião da austeridade’ (parafraseando @kibeloco)?

Ele mesmo, Rogério Ceni.

É claro que o discurso deve ser igual ao da diretoria, que disse: “Não existe isso. Não há nenhuma orientação nossa para que gandulas retardem a reposição de bola no Morumbi. Pelo contrário: o que vejo é isso acontecendo em outros estádios fora do estado de São Paulo” – palavras do vice-presidente de futebol do São Paulo, João Paulo de Jesus Lopes. Que ainda explicou que a contratação dos gandulas é feita pelo departamento administrativo, e não pelo de Futebol, e que, portanto, não tem influência nenhuma sobre o trabalho deles.

Mas também é claro que todos no clube sabiam, do presidente ao ‘bastião da austeridade’!!!

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