Rogério Ceni

A aposentadoria do Santo

Posted by Rodrigo Santos on January 11, 2012
Esportes / No Comments

Marcos Roberto Silveira Reis, nascido em Oriente – S. P., no dia 4 de agosto de 1973, anunciou sua aposentadoria do futebol.

Marcos fez toda sua carreira em um único clube, o Palmeiras, onde foi campeão brasileiro, da Copa do Brasil, Paulista, Libertadores, entre outros títulos.

Pela seleção brasileira foi campeão da Copa América, da Copa das Confederações e Campeão Mundial em 2002.

Marcão começou no Palmeiras em 1992 e, entre outros fatos importantes, recusou proposta do Arsenal no ano que disputou a 2ª divisão do brasileirão pelo Palmeiras.

Lá ele substituiria David Seaman, aquele que levou o gol do Ronaldinho na falta/cruzamento em 2002.

Ganharia mais dinheiro e não passaria pelo vexame da 2ª divisão.

Resolveu ficar no Palmeiras, afinal aqui ele já era São Marcos, apelido que recebeu em 1999, depois de ser o principal responsável pela conquista da Libertadores.

Nos tempos modernos é o maior ídolo da torcida palmeirense.

Igual ao Rogério Ceni no São Paulo, mas diferente.

Igual porque Rogério Ceni também é o maior ídolo dos tempos modernos no tricolor.

Diferente porque São Marcos conseguiu um feito impossível no futebol atual.

Ele não tem rejeição das outras torcidas, o que é exatamente o inverso de Rogério Ceni.

E por mais que possa parecer exagero, ele realmente não tem nenhuma rejeição.

E quem escreve isso é um cara que estava no Morumbi nos quatros jogos da Libertadores entre Corinthians e Palmeiras, torcendo para o Corinthians.

Um cara que sofreu bastante com São Marcos naqueles jogos.

Mas, deve confessar, está bem mais triste hoje com o anuncio da sua aposentadoria.

Um jogador sincero, com alma verdadeira, engraçado e autêntico.

O futebol brasileiro perde um ídolo.

O Palmeiras perde, talvez, o maior ídolo de todos.

Um Santo que já me fez rir e chorar.

Obrigado por tudo!

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Tirem os gandulas da sala!

Posted by Rodrigo Santos on October 04, 2011
Esportes / No Comments

Os repórteres da ESPN viram, os da Globo flagraram (assistam aqui o vídeo, se quiser ir direto ao ponto, vá ao minuto 1:31).

Os jogadores do Flamengo posicionavam a bola ao lado do próprio gol nas cobranças de falta de Rogério Ceni, para que o goleiro Felipe pudesse fazer a reposição rapidamente.

Era só eles virarem as costas e pronto, um gandula ia lá e retirava a bola.

O juiz até chegou a expulsá-lo, mas apareceu outro no mesmo local, com a mesma atitude.

A posição oficial do São Paulo, de acordo com a assessoria de imprensa do clube, é a seguinte: “é uma orientação da comissão de arbitragem para que a bola fique na mão dos gandulas e não ao lado do gol. Todos os gandulas são funcionários do clube. Em outras situações, quando o clube julgou necessário, o quadro de gandulas foi trocado. Dessa vez, se a diretoria achar que teve algo errado, pode trocar mais uma vez.”

Paulo Schmitt, procurador do STJD, disse: “Certamente o gandula e o São Paulo devem ser denunciados. O clube mandante é o responsável pelo trabalho dos gandulas. Já tivemos casos desse tipo. Eles também estão submetidos ao Código.”

É claro que a ação é absurda, mas o STJD também não pode querer tornar o São Paulo o Judas da história, porque é evidente que isso não acontece só no Morumbi. A responsabilização neste caso só será realmente válida se a partir deste momento todos os outros mandantes forem fiscalizados por atos como este e outros semelhantes, afinal existem câmeras, e muitas, em todos os jogos.

Agora, por trás de tudo isso fica, pelo menos para mim, uma dúvida.

Qual será a posição oficial do ‘baluarte da honradez’ e ‘bastião da austeridade’ (parafraseando @kibeloco)?

Ele mesmo, Rogério Ceni.

É claro que o discurso deve ser igual ao da diretoria, que disse: “Não existe isso. Não há nenhuma orientação nossa para que gandulas retardem a reposição de bola no Morumbi. Pelo contrário: o que vejo é isso acontecendo em outros estádios fora do estado de São Paulo” – palavras do vice-presidente de futebol do São Paulo, João Paulo de Jesus Lopes. Que ainda explicou que a contratação dos gandulas é feita pelo departamento administrativo, e não pelo de Futebol, e que, portanto, não tem influência nenhuma sobre o trabalho deles.

Mas também é claro que todos no clube sabiam, do presidente ao ‘bastião da austeridade’!!!

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